O desafio de contratar talento qualificado mantém-se em 2026. 82% dos empregadores em Portugal continuam a reportar dificuldades em contratar, segundo o estudo mais recente da ManpowerGroup, Global Talent Shortage Survey 2026. Este valor coloca-nos entre os cinco países mais afetados a nível global.
Embora a escassez de talento seja elevada em todos os setores de atividade, o subsetor de tecnologias e serviços de tecnologias de informação (TI) é o segundo mais pressionado, com 85% dos empregadores a revelar dificuldades em contratar, um valor que se mantém estável face ao ano passado.
Quais as competências mais procuradas (e difíceis de encontrar em talento qualificado) pelos empregadores?
Pela primeira vez, a Inteligência Artificial surge entre as mais difíceis de encontrar. O desenvolvimento de modelos e aplicações de IA representa 17% das necessidades identificadas, seguindo-se a literacia em IA com 16% (um dos programas do nosso portfólio é precisamente Artificial Intelligence, que ensina a dominar os fundamentos e aplicações da IA).
Importa sublinhar que as dificuldades de recrutamento não se esgotam na dimensão técnica. Os recrutadores também sentem dificuldades em encontrar profissionais com soft skills. Em destaque está para competências como profissionalismo e ética no trabalho (53%), adaptabilidade e vontade de aprender (44%), comunicação, colaboração e trabalho em equipa (41%), pensamento crítico e resolução de problemas (35%) e gestão de tempo (15%).
Curiosamente, este desafio não se limita a empresas mais pequenas ou em crescimento. As grandes organizações, com estruturas entre mil e cinco mil colaboradores, são também das mais afetadas. Isto demonstra que o problema não está apenas na captação de talento, mas na capacidade de competir por ele e, sobretudo, de o reter. Perante este cenário, as empresas estão a ajustar a sua abordagem, oferecendo salários mais competitivos, maior flexibilidade e melhores condições de trabalho, mas sobretudo reforçando o investimento no desenvolvimento das suas equipas.
Qual é a principal resposta para a escassez de talento no setor das tecnologias?
Segundo o estudo, 33% dos empregadores já identificam o upskilling e o reskilling como a principal resposta à escassez de talento. Muitas organizações estão a apostar na criação de talento internamente, através da requalificação e evolução contínua das suas equipas. Este movimento tem um impacto direto na retenção, uma vez que os profissionais que sentem progressão e aprendizagem dentro da empresa tendem a permanecer por mais tempo.
Mas esta motivação não deve depender apenas das empresas. Num setor tecnológico em constante crescimento, a aprendizagem contínua tornou-se uma parte essencial do percurso e da progressão de carreira. Para os profissionais, este contexto representa uma oportunidade clara de crescimento. Quem investe na atualização constante de competências ganha uma vantagem competitiva real. A aquisição de novas competências ou a reconversão para áreas tecnológicas aumenta não só a empregabilidade, mas também a capacidade de progressão e mobilidade profissional.
Neste contexto, torna-se evidente a relevância da missão da TechOf. Mais do que transmitir conhecimento técnico, o objetivo passa por preparar profissionais capazes de aprender continuamente, adaptar-se a novos desafios e acompanhar a evolução acelerada do setor. Muitos profissionais já deram este passo connosco, tendo recorrido à TechOf para processos de upskilling e reskilling, com resultados positivos na sua transição e progressão de carreira. A Lina Rafael, a Sara Cruz e a Cristina Oliveira são apenas alguns dos exemplos.