A tecnologia está a transformar a forma como trabalhamos. Novas ferramentas entram no dia a dia das empresas, algumas funções estão a mudar e surgem competências que, há poucos anos, nem sequer faziam parte das prioridades das organizações.
Como acompanhar esta evolução?
Nem sempre a resposta passa por contratar. Encontrar profissionais com as competências certas é um desafio, mas desenvolver o talento que já existe dentro da empresa é também uma forma de acompanhar esta mudança.
Neste contexto, o Fundo de Compensação do Trabalho (FCT) ganha uma nova relevância, uma vez que o saldo disponível permite financiar a formação certificada dos colaboradores.

Mas, afinal, o que é o FCT e como o utilizar para investir nas competências da sua equipa?
O FCT foi criado para garantir uma compensação aos trabalhadores em determinadas situações de cessação do contrato de trabalho. Entre 2013 e 2023, as empresas contribuíam mensalmente para o fundo com 0,925% da remuneração base e diuturnidades de cada trabalhador, sendo os valores acumulados numa conta associada a cada profissional.
Desde 2024, o FCT deixou de receber novas contribuições e passou a funcionar como um fundo fechado. Os valores já acumulados mantêm-se disponíveis e podem ser utilizados pelas empresas para as finalidades previstas na lei, nomeadamente para financiar formação profissional dos trabalhadores.
Formação: uma oportunidade para desenvolver competências
Até 31 de dezembro de 2026, as empresas podem mobilizar o saldo que têm disponível no FCT. Mais do que uma oportunidade de aproveitar um valor já acumulado, este mecanismo pode ser um ponto de partida para olhar para as capacidades que existem hoje dentro da organização e para aquelas que será necessário reforçar.
Esta reflexão ganha particular importância num contexto em que as exigências do trabalho estão a mudar rapidamente. Inteligência Artificial, análise de dados, automação, cibersegurança ou ferramentas como o Excel e o Power BI já fazem parte do dia a dia de muitas equipas, não se cingindo apenas às empresas de tecnologia. Hoje, profissionais de marketing, recursos humanos, finanças, operações ou gestão também precisam de acompanhar a evolução das ferramentas e dos processos digitais.
A questão passa, por isso, por perceber onde estão as maiores necessidades de desenvolvimento dentro de cada equipa. Que competências fazem falta hoje? E quais serão importantes daqui a dois ou três anos?
É a partir deste diagnóstico que a formação pode ser pensada de forma mais estratégica, combinando as necessidades atuais da empresa com a evolução esperada das funções.
Como utilizar o FCT para formação?
O processo começa por consultar o saldo disponível no Portal do FCT, em www.fundoscompensacao.pt, e confirmar as condições para a sua utilização. A partir daí, a empresa pode definir a formação a realizar, tendo em conta as necessidades identificadas, e selecionar uma entidade formadora que cumpra os requisitos aplicáveis.
Depois de escolhida a formação, é necessário tratar da mobilização do saldo e assegurar a documentação exigida ao longo do processo. Desta forma, a empresa garante que o investimento é realizado de acordo com as regras do FCT e que a formação fica devidamente certificada.
Na TechOf, esta formação pode abranger áreas como Inteligência Artificial, Power BI, Excel, análise de dados ou cibersegurança, com soluções ajustadas às necessidades de diferentes equipas e funções.
Porque investir em tecnologia não significa apenas adquirir novas ferramentas; significa também preparar as pessoas para as utilizar e tirar delas verdadeiro valor.